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Vereador em Belém, Jorge Vaz destaca educação climática, adaptação urbana e preservação como pilares do pós-COP

27.11.2025
Alumni

A COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025), que aconteceu entre os dias 10 a 21 de novembro, colocou Belém (PA) no mapa das grandes discussões globais sobre o clima. Vereador na cidade que recebeu as delegações e foi palco das negociações, Jorge Vaz acompanhou decisões sendo tomadas, estratégias traçadas para a mitigação e adaptação e testemunhou mudanças estruturais na própria cidade para receber o debate sobre sustentabilidade. 

Alumni RenovaBR, o vereador descreve o momento como “engrandecedor”. As obras de drenagem, a revitalização de espaços turísticos e a ampliação da participação popular, segundo ele, mostraram uma Belém mais preparada para discutir o futuro e resiliência.“O maior ganho foi a troca de experiências”, afirma, ressaltando que visitantes também aprenderam como o Pará constrói política com participação social e defesa da floresta.

Cidades amazônicas e resiliência climática

Para o vereador, a conferência reforçou um ponto central, de que as capitais amazônicas compartilham desafios semelhantes. De acordo com ele, elas precisam avançar juntas. Como exemplo, cita a noção da importância de obras de resiliência climática que essas regiões têm, uma vez que quase todas enfrentam desafios relacionados à ocupação e expansão às margens dos rios. Ele acredita que prefeitos da região saíram do evento com ideias valiosas para enfrentar eventos extremos e ampliar obras de adaptação. 

Educação climática como estratégia de futuro

Jorge destaca o programa municipal dos Embaixadores Climáticos, que levou estudantes para vivenciar a conferência de perto como um ponto positivo para enfrentar as mudanças do clima. “Despertar essa consciência desde cedo é fundamental para uma formação cidadã completa”, defende. 

Ainda, o vereador destaca que Belém já possui forte vocação para se tornar referência em educação climática, unindo instituições científicas tradicionais e uma relação cotidiana com a natureza. Antes da COP, ele conta que propôs a criação de uma olimpíada científica de sustentabilidade, para incentivar jovens a se aprofundarem no tema. 

De volta à rotina legislativa, Jorge reforça que câmaras municipais têm papel decisivo no planejamento das cidades. A destinação de recursos para obras de adaptação climática e o debate sobre zoneamento urbano são, para ele, frentes prioritárias. Ele cita especialmente os programas PROMABEN e PROMMAF, este último responsável por adaptar três bairros onde ele cresceu e ainda vive.

Com 65% do território formado por ilhas, Belém mantém extensa área de floresta e pode se tornar referência em preservação. Jorge vê potencial para que o município receba recursos via mercados de carbono, seguindo iniciativas já consolidadas pelo governo do Pará. “É uma forma eficaz de manter a floresta em pé e reforçar o direito à cidade para todos”, afirma.

Com o recém-criado Parque de Bioeconomia, ele defende que Belém siga exemplos como o do Porto Maravalley no Rio e conecte universidades, órgãos ambientais e centros de pesquisa para formar projetos consistentes. “Temos os atores; agora precisamos investir na articulação”, finaliza.

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