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Reitor do IFAC, Fábio Storch atua na ampliação do ensino profissional no Acre

30.07.2025
Alumni

No universo do ensino, a educação técnica possui papel estratégico para o desenvolvimento regional e ampliação da inclusão social no Brasil. Na região Norte, esse instrumento se torna ainda mais importante e, igualmente desafiador, diante dos obstáculos territoriais, logísticos e socioeconômicos. No estado do Acre, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFAC) tem sido ativo nesse processo. 

Alumni RBR e atual reitor do instituto, Fábio Storch evidencia a importância de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da educação. Com uma trajetória consolidada na instituição, ele possui atuação como professor na área de tecnologia e gestão educacional. 

Sua história na educação está conectada à história de sua vida como um todo. Filho da escola pública, ele vê a pauta como a principal ferramenta de mobilidade social. “Confesso que, no início, não planejava ser professor. Mas estar hoje nesta posição, contribuindo para levar educação pública, gratuita e de qualidade a milhares de pessoas do meu estado, é o que me move todos os dias”, complementa.

Para Fábio, o curso técnico ou superior tecnológico é a única porta de entrada para o mundo do trabalho, para a autonomia financeira e realização de sonhos para a maioria dos jovens da Amazônia.

A atuação do IFAC na região Amazônica 

À frente do IFAC, o reitor destaca que a educação profissional vai além da formação para o mercado. Em contextos como o da região Norte do país, na Amazônia, trata-se também de garantir cidadania, pertencimento e desenvolvimento local. A instituição atua em áreas urbanas e rurais, ribeirinhas e de difícil acesso, ampliando oportunidades educacionais onde o Estado historicamente tem menor presença.

“É justamente nesse contexto que a Rede Federal, por meio de instituições como o IFAC, tem cumprido um papel fundamental que é levar ensino de qualidade a lugares onde muitas vezes o Estado não chega com força”, explica Fábio. Para ele, investir na educação técnica na região é investir em um Brasil mais justo. 

Ao mesmo tempo, o Alumni RBR reforça que os desafios para garantir infraestrutura e funcionamento adequado para levar a educação são inúmeros. “Temos estudos que mostram que contratos e aquisições na região podem custar até 50% a mais do que em outras partes do país. É necessário reconhecer esse fator amazônico no planejamento orçamentário da Rede Federal”, explica.

No entanto, mesmo diante dessas barreiras, Fábio afirma que seguem firmes no propósito de garantir que os jovens e adultos, das periferias urbanas e das zonas ribeirinhas, tenham acesso à mesma qualidade de ensino oferecida nos grandes centros. 

Propostas para fortalecer a Rede Federal

Entre as políticas públicas consideradas prioritárias para o fortalecimento dos Institutos Federais, o reitor elenca:

  • Ampliação da Assistência Estudantil: com foco em transporte, alimentação, moradia, inclusão digital e apoio psicossocial.
  • Reconhecimento do fator amazônico: por meio de políticas de financiamento que considerem os custos adicionais da região e em áreas de difícil acesso. Além de implementar coeficientes diferenciados no orçamento.
  • Valorização e qualificação dos servidores: com incentivo à formação continuada, permanência em áreas de difícil provimento e reconhecimento de condições específicas.
  • Investimento em infraestrutura: com programas federais voltados à modernização e manutenção de unidades, como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
  • Expansão da oferta educacional: com novos cursos e unidades voltadas às vocações regionais e incentivo à pesquisa aplicada.

Essas medidas, segundo ele, são fundamentais para garantir o pleno funcionamento da rede e o acesso à educação profissional em regiões estratégicas para o desenvolvimento nacional.

Compromisso com a educação pública

Durante sua gestão como Pró-Reitor de Extensão, Fábio desenvolveu iniciativas para aproximar o IFAC da sociedade, com parcerias e ações voltadas à interiorização do ensino. “A extensão cumpre papel essencial de integração entre a instituição e os territórios nos quais está inserida”, afirma.

Além disso, aconselha que as lideranças públicas que desejam contribuir com a educação ouçam quem está na ponta. Para ele, a educação se transforma com investimento, mas também com escuta qualificada e compromisso com a superação das desigualdades.

A atuação institucional no Acre mostra como os Institutos Federais desempenham papel decisivo na construção de um Brasil mais inclusivo, especialmente em regiões com maiores desafios estruturais. A trajetória do Alumni RenovaBR reforça a importância de lideranças comprometidas com a transformação pela educação.

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