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Renovação política na prática: como o relacionamento institucional fortalece lideranças eleitas

08.07.2025
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Buscando fazer a diferença através da união entre educação e política, Davi Abreu, Gerente de Relacionamento Estratégico do RenovaBR, acompanha de perto o trabalho de mais de 300 mandatários em todo o Brasil, fortalecendo uma rede de apoio que vai além da sala de aula e se estende aos desafios da vida pública que os Alumni RenovaBR acabam por viver. 

Em entrevista, Davi reflete sobre sua evolução na organização, a importância de manter vínculos com as lideranças mesmo após a eleição e como o relacionamento institucional pode ser a chave para a qualidade de bons mandatos. 

Foto: Mariza Zimmerman

Há quanto tempo você faz parte do time do RenovaBR e como você descreveria a sua função? Estou no RenovaBR desde 2021 e iniciei minha trajetória como monitor de alunos, com apenas 19 anos de idade. Sempre fui uma pessoa que sonhava em fazer a diferença, unindo educação e política, e a organização me deu essa oportunidade de acompanhar pessoas de todo o país com disposição e vontade de renovar a política em seus estados. 

Depois de participar de um ciclo eleitoral, em 2023, assumi uma nova posição, a de gerência do time de monitores. Ao todo, foram mais de 1.300 alunos na época em que estive na monitoria, dividido em três times de monitores. Era um desafio ter pessoas de todas as regiões, multifacetadas, e a monitoria é um elo importante para manter as pessoas engajadas na missão. 

Atualmente, desde 2024, estou respondendo pela área de Relacionamento Estratégico, onde eu tenho a missão de acompanhar os nossos quase 400 mandatários em todo o Brasil, desde vereadores até deputados estaduais e prefeitos. E é gratificante ver como o RenovaBR continua o seu suporte no pós-mandato, pois os desafios da renovação continuam. 

Também existe a função de hunting, em acompanhar pessoas competitivas que já ocupam cargos públicos, visando mesclar a competitividade e relevância da escola de forma perene através de pessoas que já estão em espaços de liderança. 

O que te motivou a entrar no campo do relacionamento institucional? Entrei nessa área ao longo da própria formação, quando era monitor e comecei a entender junto aos nossos alunos que os desafios da boa política se perpetuam no dia a dia, na cadeira. Os desafios acontecem principalmente quando as pessoas estão nesse ambiente de renovação e querem fazer diferente. 

O que me motivou foi entender que eu poderia ser um braço da instituição para trabalhar com os alunos nesse pós. É uma área em que eu consigo ver as coisas saindo do papel. Pessoas que sonharam um dia durante a formação inicial em fazer a diferença e construir algo, transformando a sociedade. 

Um aprendizado marcante que você carrega da sua trajetória profissional? Em 2021, durante um evento presencial, eu comecei a entender o poder das redes e como pessoas engajadas e conectadas conseguem elevar a autoestima através do pertencimento e, de fato, fazer a diferença. 

Uma aluna nossa estava passando por uma situação pessoal de saúde. E dentro de uma grande turma, do tamanho do Brasil, uma médica, também aluna nossa, em uma dinâmica abordou essa aluna em tratamento. Talvez, sem esse encontro, elas nunca teriam feito essa conexão. Foi através desse contato durante nossa aula que foi possível realizar uma cirurgia e continuidade dos cuidados dessa aluna, que se conectou com uma colega. 

O exercício da vida pública é um cuidado ao próximo. Uma vez que você se coloca à disposição e ganha a eleição, sua vida vai ser pautada para o bem-estar do outro. E se abastecer de redes e conexões é necessário, coisa que o RenovaBR faz tanto de forma virtual, como presencial. 

Por que é importante manter o vínculo com os alunos após a eleição? Estamos caminhando para oito anos de RenovaBR e, ao longo do tempo, da ideia da renovação política, de termos novos rostos no ambiente político através da educação, detectamos desafios que as pessoas enfrentam uma vez que se inserem nesse ambiente. A renovação na política não é apenas de novos rostos, mas principalmente nas boas práticas, e elas não acontecem somente no período eleitoral, mas na cadeira e com a caneta na mão também. 

O aluno entra com uma nova proposta, disposto a fazer diferente, mas às vezes pode se ver sozinho. Nós, enquanto instituição, continuamos a fornecer conhecimento, dando suporte e sendo uma rede que os apoia a não desanimarem. É importante continuar olhando para cada aluno como uma pessoa e o que acontece hoje é que a população não enxerga isso na política. Quando os apoiamos, estamos cumprindo com nosso objetivo como instituição. 

Destaco aqui casos como os da Camila Jara (PT-MG), Paula Titan (MDB-PA) e Michelle Melo (PDT-AC), vereadoras nas suas respectivas cidades e que hoje estão atuando como deputada federal, no caso da Camila e deputadas estaduais, no caso da Paula e Michelle.  Além desses exemplos, temos a Lohana França, atualmente deputada estadual por Minas Gerais e que foi a vereadora mais votada da história de Divinópolis (MG). 

Então, que esses saltos continuem acontecendo, que eles continuem ocupando cada vez mais espaço, que o RenovaBR sempre seja esse lugar de apoio de rede para poder impulsioná-los.

Como o trabalho de relacionamento contribui para a qualidade dos mandatos? Nós entendemos que é necessário um olhar para dentro e que é importante os alunos terem para quem ligar, e o RenovaBR têm essa porta com todos os mandatários. A área de Relacionamento traz para o interno a tradução dessas dores em formações continuadas. 

Além disso, fazemos essa conexão entre os eleitos, que porventura estão passando por um mesmo problema e podem compartilhar práticas de sucesso. 

Como você vê a evolução do RenovaBR no apoio aos mandatos eleitos? Começamos a atuar de maneira mais recorrente com esses mandatários em 2023 e de lá pra cá estamos mais presentes. E o que podemos esperar para esse biênio é o RenovaBR cada vez mais participativo, seja com suporte técnico, orientação com mentorias, ou conectando pessoas estratégicas e parceiros que podem ajudar nossos alunos em projetos específicos. 

Ao longo do próximo semestre também vamos acompanhar as pessoas presencialmente, com visitas técnicas e momentos estratégicos. Continuaremos com a chama acesa, sabendo que as coisas dão certo e o jogo vira quando pessoas bem intencionadas e dispostas estão em uma rede como a nossa, empenhadas e engajadas em fazer acontecer. 

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