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Rodrigo Santana mostra como a articulação fortalece políticas públicas efetivas

29.09.2025
Alumni

“Hoje, o que me motiva a estar na política é a possibilidade de mudar a vida das pessoas.” A frase é de Rodrigo Santana, vereador de São Fidélis (RJ). Já em seu segundo mandato, a liderança RenovaBR relata estar construindo uma trajetória marcada pelo diálogo, pela transparência e crença de que a boa governança nasce de um equilíbrio entre as diferentes esferas do poder público. 

Rodrigo lembra que desde criança já demonstrava interesse pela vida pública, gostava de assistir ao horário eleitoral e acompanhar as sessões da Câmara Municipal. “Falava que queria ocupar cargos políticos sem nem ao menos saber qual era a função de cada um”, relembra. Criado em uma família sem tradição na política, o sonho de representar sua cidade parecia distante.

“Quando me candidatei pela primeira vez, em 2020, minha mãe trabalhava como balconista, meu pai como motorista de ônibus e, na época, eu era estagiário”, conta. Ainda assim, não demorou para que ele transformasse a vocação em projeto de vida – naquela campanha, foi eleito o vereador mais jovem de São Fidélis, no interior do estado fluminense. 

Ele  reconhece que a formação recebida no RenovaBR foi decisiva para dar os primeiros passos. “Um ano antes da eleição, tivemos que desenvolver uma ação de impacto em nossas cidades, ligada à bandeira que defendemos. Escolhi revitalizar um mirante turístico no centro, que estava abandonado. Pintamos, iluminamos e transformamos o espaço”, recorda. A ação, atividade do Dia de Renovar o Brasil, não só recuperou um ponto simbólico para São Fidélis, como também projetou a imagem do jovem candidato, que passou a ser chamado de “Rodrigo do Cruzeiro”.

A força da articulação entre diferentes esferas de poder

Mas a sua atuação não se limita a símbolos. Em seu mandato, a prioridade tem sido garantir políticas que realmente impactem a vida das pessoas. Atuando no Legislativo, ele ressalta ter como prioridade a pauta das famílias atípicas e conseguir dar aporte à melhorias na saúde pública do município, que, por vezes, fica debilitado e exige conexão com outras regiões para garantir o atendimento digno à população. 

Rodrigo destaca conquistas como a articulação para a aquisição de recursos destinados à Apae – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e a compra de um arco cirúrgico ortopédico, para realizar procedimentos que antes não eram possíveis na cidade. Para ele, exemplos assim demonstram o quanto o diálogo entre diferentes níveis de poder é vital para que cidades do interior possam avançar. “Se eu tivesse ficado apenas restrito ao gabinete, nada disso teria acontecido. A articulação é essencial para transformar recursos em benefícios reais à população”, afirma.

No entanto, destacou um dilema presente em sua Câmara: muitas vezes, a ida à capital para dialogar com deputados estaduais em busca de recursos não é reconhecida como parte do papel de um parlamentar municipal, já que a função estaria restrita a legislar e fiscalizar.

Rodrigo afirmou que compreende o que a Constituição determina, mas vê como essencial a articulação com outras esferas de poder para trazer benefícios concretos. Para ele, não adianta apenas criar leis sem impacto direto quando, por meio da articulação, é possível garantir que uma cirurgia ortopédica seja feita no município, evitando horas de deslocamento, ou que instituições como a APAE recebam recursos que sustentam quase um ano de atendimento a 150 crianças. 

Em sua visão, prefeitos, vices e vereadores precisam fortalecer redes de contato, porque essa capacidade de articulação é valiosa tanto para a cidade, que recebe apoio, quanto para o político, que amplia suas conexões e potencial de transformação.

Governança com transparência, diálogo e maturidade política

Essa visão o levou a criar o Parlamento Jovem, iniciativa que aproxima estudantes da rotina legislativa. Rodrigo conta que a ideia encontrou resistência dentro da Câmara, mas enxerga de maneira diferente. “Minha maior alegria é hoje, como vereador, poder abrir as portas e receber crianças e jovens, para que tenham uma experiência positiva. Na verdade, penso que estou formando apoiadores e novas lideranças”, complementa. 

Ao falar sobre governança, o vereador é enfático e diz que a  transparência e a comunicação são fundamentais. “Eu acho importante um bom diálogo com o Executivo, com quem vai gerir o recurso”, afirma. Ele procura compartilhar cada conquista, tentativa e até mesmo frustração com os cidadãos, seja pelas redes sociais, pela imprensa local ou no plenário da Câmara. A clareza, segundo ele, é um dos pilares para criar confiança mútua entre representantes e representados.

E isso tudo, como demonstra, depende de maturidade política. No primeiro mandato, enfrentou a resistência do Executivo quanto às suas propostas. Hoje, mesmo atuando de forma independente e sem integrar a base do governo, percebe que existe mais abertura para dialogar. “Faço críticas quando preciso e elogio quando é algo positivo para o município. Não tenho constrangimento em reconhecer avanços”, ressalta. Para ele, esse equilíbrio e respeito institucional são sinais de responsabilidade com a cidade e com a democracia.

De fidelense que sonhava com a política à vereador reeleito, Rodrigo Santana mostra que governar é, sobretudo, construir pontes. Sua trajetória comprova que o equilíbrio entre diálogo, independência e colaboração é chave para transformar realidades.

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