Nesta sexta-feira (23), as parlamentares e lideranças RenovaBR, Gisela Simona, deputada federal por Mato Grosso, e Marina Helou, deputada estadual por São Paulo, participaram de painéis no III Congresso de Advocacia Pública no Poder Legislativo, realizado na Câmara Municipal de São Paulo. O evento reuniu especialistas e autoridades para debater os desafios e avanços da advocacia pública no cenário legislativo.
Roda de conversa: mulheres na advocacia pública e no Legislativo
Junto das Procuradoras da Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso, Fernanda Amorim e Francielle Brustolin, Gisela Simona compartilhou suas vivências no universo do direito e como a participação feminina é crucial para o bom funcionamento do poder Legislativo.
A deputada conta que sempre enxergou no estudo um ativo de mudança e encontrou no direito um caminho para a ânsia que tinha de mudar o mundo. “O retrato era de poucas mulheres e negros dentro da advocacia, então exercer a profissão foi uma conquista”, comenta.
Foi a partir do direito que Gisela teve a oportunidade de exercer um cargo como dirigente no Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) do Mato Grosso, pouco antes de ingressar na carreira política. Ela conta que foi exonerada do cargo quando se deparou com um caso de superfaturamento do transporte coletivo. “Na época, eu dizia que a política não era para mim, mas eu ainda queria mudar o mundo e entendia que precisava da caneta para efetuar as mudanças necessárias”, diz Gisela.
Ela faz parte dos 18% de mulheres que atuam na Câmara dos Deputados atualmente – 91 dos 513 deputados federais. Segundo ela, embora faça parte de uma minoria em termos de números, é observado em monitoramentos, como o Observatório Nacional da Mulher na Política, que proporcionalmente, as deputadas apresentam uma quantidade maior de proposições legislativas do que deputados. “Buscamos reconhecimento e a luta, hoje, é por um espaço mínimo de representação nas chapas eleitorais, que está em ameaça no parlamento”, complementa.
Relatora do “Pacote Antifeminicídio”, que torna o feminicídio um crime autônomo com a maior pena prevista no Código Penal, de até 40 anos, a deputada finaliza dizendo que defende o aumento do número de mulheres na advocacia pública e no poder Legislativo e acredita que a participação se ampliará na medida em que a representatividade das mulheres nesses importantes espaços do parlamento for crescendo.
Democracia em um contexto de integridade e governança
Já Marina Helou participou do painel “Democracia e o Poder Legislativo em um Contexto de Integridade e Governança”, realizado durante o congresso, ao lado do vereador Orlando Vitoriano (Diadema) e do procurador Carlos Roberto de Alckmin Dutra, da Assembleia Legislativa de São Paulo.
“Acredito que a democracia é o melhor sistema que temos para dar conta de criar pontes entre as diferenças que existem. É legítimo pensar diferente e é na democracia que as diferenças têm que se encontrar para definir soluções”, comentou a deputada ao contar sobre sua trajetória de ocupação nos espaços de poder públicos.
Durante o painel, Marina destacou a importância de fortalecer a renovação e ocupação nos espaços de poder, além da transparência, ética e a responsabilidade no exercício do mandato parlamentar como pilares para a consolidação de uma democracia participativa e de confiança nas instituições públicas.