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Ex-presidente do Equador Guillermo Lasso, reflete sobre o exercício do poder, desafios contemporâneos e renovação política na América Latina em novo episódio da série Diálogos Presidenciais

27.03.2026
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O segundo episódio da série Diálogos Presidenciais recebe Guillermo Lasso, ex-presidente do Equador. A entrevista – iniciativa do Canal Um Brasil, em parceria com o RenovaBR, Insper, Fecomércio e com curadoria da OEA (Organização dos Estados Americanos) – propõe conversas com ex-chefes de Estado da América Latina sobre os desafios pessoais, dilemas e aprendizados do ato de governar. Durante a entrevista, Lasso abordou suas entregas, refletiu sobre a crise de lideranças políticas na região latino-americana e falou sobre a decisão de aplicar a chamada “morte cruzada” no parlamento equatoriano.

Presidente do Equador entre 2021 e 2023, Lasso construiu sua carreira no setor privado antes de ingressar na vida pública, movido pelo desejo de servir ao país. Segundo ele, o cenário político e social que encontrou, marcado por desafios estruturais e, na sua visão, pela necessidade de defesa da democracia liberal, funcionou como impulsos para sua atuação. 

Ao longo da entrevista, conduzida pelo jornalista Jaime Spitzcovsky, o ex-presidente revisita decisões e mudanças que marcaram sua experiência no cargo. Ele destaca que o período transformou sua forma de enxergar a política e o papel do Estado. 

“Quando entrei no governo, era um liberal puro. E quando saí, passei a me definir como um democrata liberal e humanista”, afirma. A vivência mais de perto com a realidade de um país profundamente desigual, segundo ele, exigiu uma postura mais centrada e ampliou sua compreensão sobre o papel das políticas públicas. 

Em seu mandato, Lasso implementou iniciativas voltadas ao bem-estar social. Entre elas, a aceleração da vacinação durante a pandemia de Covid-19, ações de combate à desnutrição crônica infantil, a criação do Ministério da Mulher e Direitos Humanos, além de projetos em microfinanças, meio ambiente e segurança pública. 

“Entrei tolerante, mas saí três vezes mais tolerante”, pontua. Para ele, governar exige escuta, adaptação e capacidade de responder às necessidades reais da população. “Muitos dizem que a democracia liberal no mundo está em crise. E eu digo que não. O que está em crise são os políticos. As pessoas estão cansadas”, afirma. Para ele, o futuro da política passa por lideranças mais conectadas com as demandas concretas da sociedade e comprometidas com integridade e resultados.

Os episódios da série estão disponíveis no Canal UM BRASIL, no YouTube, e na plataforma UM BRASIL.

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