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Liderança RenovaBR, Paula Titan fala sobre mandato e entrega para mulheres e adolescentes 

24.03.2026
Liderança

Mãe, advogada e deputada estadual do Pará, Paula Titan exerce seu mandato com o propósito de diminuir as desigualdades e trazer mudanças concretas para a legislação. Liderança RenovaBR desde 2018, ela ela compreende que investir na própria formação é essencial para disputar um cargo eletivo. 

Antes de ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, Paula já acumulava experiência na gestão pública, com atuação na assistência social. Foi durante seu período como  secretária da área que se aproximou da política institucional. 

Projetos que geram impacto 

Sua primeira vitória nas urnas veio em 2020, quando se candidatou à Câmara Municipal de Castanhal, o sexto maior município do Pará. Eleita vereadora, deu início a um mandato marcado pela proximidade com a população e dedicação às pautas sociais. Dois anos depois, deu mais um passo em sua carreira como liderança política e foi eleita deputada estadual com cerca de 63 mil votos. 

Hoje, Paula define seu mandato como diverso e conectado aos movimentos sociais, com foco em áreas como defesa das mulheres, educação e assistência social.

Entre as iniciativas que desenvolve, estão o Gabinete Itinerante, o “Eu Me Protejo” e o “Viva Mulher”, ações que aproximam o mandato da população e fortalecem mulheres em diferentes contextos. A lógica, segundo Paula, é “levar o mandato para perto de quem mais precisa” e garantir políticas que respondam às demandas reais do território. 

Dados, articulação e políticas para mulheres

Sua atuação também se destaca na articulação institucional. À frente da Procuradoria Especial da Mulher, a deputada liderou um trabalho pioneiro de levantamento de dados sobre a realidade das mulheres no estado.

“Ao assumir o mandato, tivemos a oportunidade de iniciar um trabalho pioneiro de coleta de dados”, pontua. A partir de um grupo de trabalho com outros órgãos e movimentos sociais, foi realizado um mapeamento detalhado da legislação existente.

“Foi um trabalho minucioso, realizado em eixos voltados aos direitos das mulheres, para mapear o que existia e identificar o que precisava ser aprimorado ou modificado”, explica. A partir desse processo, surgiram projetos de lei e emendas com perspectiva de gênero.

O esforço resultou na criação do Código de Defesa e Proteção da Mulher Paraense. “A população tem dificuldade de acessar e entender seus direitos estaduais.Então considero que foi um trabalho rico e útil para as mulheres”, afirma.

O resultado se deu em mais de 60 leis sistematizadas em oito eixos diferentes – segurança pública, saúde, educação, esporte e lazer, cultura, povos indígenas e populações tradicionais, mulheres com deficiência, trabalho, renda e moradia para mulheres. 

Dignidade menstrual como política pública

Como parte de suas entregas, Paula destaca a pauta da dignidade menstrual. Ainda como vereadora, ela foi responsável por um projeto de lei que garantiu a distribuição de absorventes para mulheres inscritas no Cadastro Único – Lei municipal n° 036/2021. A lei garante a distribuição dos produtos de higiene na rede municipal escolar. 

“Muitas meninas deixavam de frequentar a escola por falta do absorvente”, lembra. “Até hoje, as mulheres castanhalenses têm acesso à dignidade menstrual por meio dessa garantia. Para mim, enquanto mulher e legisladora, foi importante garantir isso para as meninas das instituições públicas de ensino.”

Mais mulheres na política, mais perspectiva nas decisões 

Apesar dos avanços, Paula aponta os desafios de atuar em um ambiente ainda majoritariamente masculino. Atualmente, apenas 7 das 41 cadeiras da Assembleia Legislativa do Pará são ocupadas por mulheres.

“Embora tenhamos homens que também possuem um olhar mais sensibilizado para a causa das mulheres, é sempre um desafio quando trazemos uma pauta que diz respeito à nossa intimidade”, afirma.

Para ela, ampliar essa presença é essencial. “Na vivência desses mandatos, sentimos a urgência de trazer mais mulheres para esse ambiente”, diz. “É uma maneira de humanizar esse lugar.”

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