Da periferia e com uma trajetória marcada pela luta por inclusão e justiça social, Isabelle Passinho da Silva vem transformando a mobilidade urbana do Maranhão em um exemplo de política pública voltada às pessoas com deficiência.
Com passagem pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, como assessora legislativa, a Alumni RenovaBR usa de sua própria vivência como mulher com deficiência para ampliar a participação política e social de quem há tempos é deixado à margem das decisões tomadas em espaços de poder. Sua atuação mostra que a representatividade importa e é capaz de mudar vidas.
“Você ser mulher na sociedade atual já é um desafio, mas quando você recorta isso para mulheres com deficiência vai tendo o que chamamos de camadas de barreiras, que vão se sobrepondo. Então, as mulheres com deficiência acabam apresentando uma vulnerabilidade maior e enfrentando desafios maiores ainda para ocupar o seu espaço”, ressaltou Isabelle em entrevista concedida no início deste ano para a TV Assembleia do Maranhão.
Mobilidade inclusiva como ponte para saúde, educação e cidadania
Atualmente, a ativista é diretora de Mobilidade Inclusiva e Aeroviária da Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB), onde coordena o Serviço Travessia – um programa que garante transporte porta a porta, gratuito e acessível, para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, para facilitar o acesso a serviços de saúde, educação, trabalho e lazer. Crianças com microcefalia e outras doenças neurológicas, além de idosos e pessoas hipossuficientes também são contempladas pelo serviço.
Implantado em 2016, o Serviço Travessia é referência nacional em mobilidade inclusiva, atendendo mais de 16 mil pessoas cadastradas – contando usuários fixos e eventuais. Atualmente, está presente em três modalidades, em 43 cidades maranhenses – Travessia Clássico, Travessia Melhor Idade e Travessia Mais Saúde. Em expansão, atenderá, também, uma demanda de mães atípicas de crianças com microcefalia, a fim de ampliar as possibilidades de deslocamento gratuito para tratamentos de saúde.
“Esse avanço foi uma sugestão de um grupo de mães atípicas de crianças com microcefalia e ele veio exatamente para que a gente tenha mais oportunidade de atender as pessoas. A pessoa precisa estar cadastrada há pelo menos seis meses no serviço. As pessoas que precisam mais de duas vezes por semana, terão a oportunidade de utilizar o transporte a partir do aplicativo”, detalhou Passinho em entrevista.
É a partir de uma política comprometida com a escuta, inclusão e a promoção do impacto real na vida das pessoas, que Isabelle Passinho atua como um reflexo de uma boa liderança.
Mostrando que a representatividade não é apenas simbólica, mas é estruturante, ela transforma sua vivência em ação pública, liderando iniciativas que respeitam a diversidade e garantem dignidade no dia a dia das pessoas.
