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Artista e gestor público, Eric Herrero assume a presidência do Conselho Estadual de Política Cultural do Rio de Janeiro

11.06.2025
Alumni

Com uma trajetória marcada pela musicalidade e atuação em políticas culturais, o Alumni RenovaBR Eric Herrero será presidente do Conselho Estadual de Política Cultural do Rio de Janeiro (CEPC-RJ) durante o primeiro ano do biênio 2025-2027, atuando na ampliação do acesso à cultura e fortalecendo os canais de participação social. 

Tenor, com uma carreira sólida no Brasil e com reconhecimento internacional, Herrero encontrou na sua trajetória a junção entre a arte e a gestão pública. Natural de São Paulo, mas com forte atuação em terras cariocas, o cantor é Diretor Artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e trabalha, desde 2022, na revitalização de um dos maiores espaços do canto lírico nacional.

“Sempre fui um artista preocupado com o que é necessário para que o espetáculo aconteça. Também sempre tive esse olhar para o bem-estar dos meus colegas e acho que, naturalmente, o interesse pela política cultural surgiu daí, sem que eu percebesse muito”, conta Eric. 

O artista conta que mesmo com uma carreira consolidada, durante a pandemia, sentiu a necessidade de retornar aos estudos e buscou na produção cultural um complemento para sua trajetória. Foi então que conheceu o papel da gestão de equipamentos culturais. Para além dessa formação, Herrero  entende que utiliza muito dos aprendizados na sua atuação como gestor público, principalmente no quesito de liderança e negociação.

Papel no Conselho Estadual de Política Cultural do Rio de Janeiro

No comando do Conselho Estadual de Política Cultural do Rio de Janeiro, o gestor explica que a grande meta é a revisão do Plano Estadual de Cultura – renovável a cada dez anos -, responsável por nortear os rumos da cultura na esfera estadual. “A meta é fazer uma escuta ampla e um grande debate em torno disso. Temos que colocar o Conselho aberto para a sociedade civil, realizando consultas públicas para que seja democrático e possa exercer sua função legal segundo a Lei 7 de 2015”, pontua. 

O Conselho Estadual de Política Cultural é paritário e possui conselheiros da sociedade civil e do poder público, eleitos e indicados, capacitados para dialogar e tecnicamente preparados para construir pautas para a política cultural. Além de representar as regiões do Estado, cabe ao conselho olhar para os diferentes setores da cultura, de modo que consiga enxergar as diferentes demandas. 

Herrero explica que é importante que os fazedores de cultura saibam da existência dessa ponte entre a sociedade civil e o poder público. Ao mesmo tempo, é essencial que a gestão pública participe e encare o conselho com seriedade, buscando uma construção plural e potente. 

Desafios da política cultural 

Herrero comenta que o maior desafio da política cultural ao redor do país é a falta de dados e mapeamento sobre os fazedores de cultura e suas linguagens. “Acho que o grande desafio é realizarmos um arcabouço de dados consistente para que possamos elaborar políticas culturais mais direcionadas, fazendo com que a destinação do recurso público seja ainda mais eficiente”, explica. 

Segundo ele, é necessário aproveitar os bons ventos do avanço cultural no Rio de Janeiro para construir alicerces mais profundos e sólidos em outros lugares também. 

Quando questionado sobre a mistura que se faz entre a cultura e a atuação política, Herrero responde sem muito esforço. Para ele, o papel da cultura é primordial para uma sociedade sadia e desenvolvida. “É através da cultura que conseguimos tornar cidadãos conscientes e conquistar uma renovação política, novos ares e ideias modernas que vão de encontro aos anseios e demandas da população”, finaliza.

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