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Aula aberta do RenovaBR reúne especialistas para debater os desafios e soluções para a sustentabilidade global

21.05.2025
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As mudanças e a crise climática já não são mais uma questão do futuro na agenda das lideranças globais. E com os desafios batendo à porta, o RenovaBR deu o pontapé inicial nas aulas abertas do Programa Interamericano de Lideranças Públicas – iniciativa da OEA e da Rede Democracia+ – trazendo a temática para o centro do debate, com a aula inaugural “Desafios e Soluções para Sustentabilidade Global”

O encontro, que aconteceu na noite de terça-feira (20), contou com a presença do fundador do RenovaBR, Eduardo Mufarej, além do Secretário de Meio Ambiente do Espírito Santo (ES), Felipe Rigoni, e da liderança Isabela Rahal, que atualmente faz parte da organização Climate Emergency Collaboration Group. Os participantes refletiram sobre o impacto das mudanças climáticas na vida de toda população, em pequenas e grandes cidades, bem como os países latino-americanos têm uma capacidade potencial de serem protagonistas em torno da mitigação e adaptação climática. 

Sustentabilidade e o papel das lideranças latino-americanas

O fundador do RenovaBR, Eduardo Mufarej explica que a sustentabilidade é o caminho para garantir a nossa sobrevivência básica. Durante sua fala, pontua que a frequência dos episódios climáticos, que podem provocar cenários de escassez de água e alimento, vão se tornar mais comuns, intensificando a necessidade de se pensar em políticas públicas e empresariais que atuem tanto na preservação, quanto na proteção do meio ambiente. “A crise climática não respeita fronteiras. Um desmatamento pode afetar o limite de chuvas em outra parte do continente e é fundamental compreender isso para que exista uma cooperação global e também local”, comenta. 

Além dos desafios práticos sobre a crise climática, Felipe Rigoni compartilha sobre os impasses ideológicos que recaem sobre o tema e qual a importância das lideranças da América Latina na agenda ambiental. Segundo ele, é preciso construir consensos em cima da importância do desenvolvimento sustentável na gestão pública. “Isso não é um assunto só de governo. Mas do setor privado, sociedade civil e lideranças também. A América Latina detém cerca de 50% da biodiversidade mundial. E isso nos traz uma responsabilidade e oportunidade grandes quanto às soluções para as mudanças climáticas”, pontua Rigoni.

“Este ano, temos uma disponibilidade muito grande de discutir a adaptação climática em território latino-americano durante a COP30”, enfatiza Isabela Rahal. A liderança traz exemplos sobre os acordos globais e financiamentos em curso para o enfrentamento das mudanças climáticas e pontua que o combate à atual crise precisa da participação das bases e do sul global. Ainda, explica que as desigualdades que já enfrentamos diariamente na sociedade tendem a crescer quando falamos sobre o declínio ambiental e por isso, fazer políticas públicas nesse contexto é, ao mesmo tempo, desafiador e necessário. 

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