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8 de março: por que precisamos de mais mulheres na política

09.03.2026
Conscientização

No Dia Internacional das Mulheres, dados sobre desigualdade de gênero e violência reforçam a importância de formar e apoiar novas lideranças femininas no Brasil.

Mais do que uma data comemorativa, o Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 8 de março, é um marco de mobilização, reflexão e luta por igualdade de direitos. Oficializado pela Organização das Nações Unidas em 1975, o dia reforça, no Brasil e no mundo, a urgência de enfrentar desigualdades históricas – entre elas, a violência de gênero e a baixa participação feminina nos espaços de poder. 

Embora com avanços, os dados mostram que o desafio para diminuir as desigualdades de gênero ainda é enorme. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2025, o Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. O monitoramento ainda mostra que entre 2021 e 2024 a maioria das ocorrências (62,6%)  tinham como vítimas mulheres negras – foram analisados 5 mil casos. O cenário evidencia que a violência de gênero não está apenas constantemente presente no dia a dia da população, como também está enraizada nas desigualdades raciais e sociais. Ainda, desde que o crime de feminicídio passou a ser tipificado na legislação brasileira, em 2015, mais de 13 mil mulheres foram assassinadas no país por razões relacionadas ao gênero. 

Nos espaços de poder e decisão política, as mulheres seguem sub-representadas. Apesar de representarem 52,6% do eleitorado brasileiro, sua presença nos cargos eletivos ainda é limitada. Nas eleições de 2022, apenas 15,1% dos deputados federais eleitos eram mulheres. Ainda, nas eleições municipais de 2020, somente 13% dos municípios elegeram prefeitas. 

Leia mais: Não Precisamos Só De Mais Mulheres Na Política. Precisamos Que Elas Permaneçam Na Política. – Renova BR

Com dificuldades de acesso ao financiamento e recursos de campanha, além de suscetíveis a um menor apoio partidário, as mulheres têm mais barreiras na trajetória política que, muitas vezes, as afastam da vida pública – limitando a diversidade de vozes na tomada de decisões. 

Fortalecer a participação feminina na política é, portanto, um passo fundamental para ampliar a qualidade e fortalecimento da democracia. Quando mais mulheres, das mais diversas origens, participarem das decisões públicas, aumentam as chances de que as políticas e soluções reflitam melhor a diversidade da sociedade brasileira. 

É nesse contexto que o RenovaBR, como uma escola de formação e aceleração de lideranças políticas e públicas atua. Ao longo dos oito anos de trajetória, nossa sala de aula contribui para preparar e apoiar mulheres que desejam ocupar espaços de poder. A busca por maior equidade de gênero também se reflete na composição das turmas. Na Formação Líderes 2025, por exemplo, as mulheres foram maioria, representando 54,55% dos participantes, enquanto os homens somaram 45,45%. A diversidade racial também se destacou: 45,45% dos alunos se declararam pardos, 40,91% brancos, 12,73% pretos e 0,91% indígenas.

A presença feminina também marca a trajetória da organização. Hoje, a comunidade Alumni do RenovaBR — formada por lideranças políticas capacitadas pela escola ao longo dos últimos oito anos — conta com cerca de 40% de mulheres, muitas delas atuando em diferentes esferas da política e da gestão pública.

Por meio de capacitação, rede de apoio e desenvolvimento de lideranças, o RenovaBR busca reduzir barreiras e ampliar o espaço para que mais mulheres possam disputar eleições, ocupar cargos públicos e influenciar decisões que impactam milhões de pessoas.

Neste 8 de março, reforçamos uma convicção: uma democracia mais representativa passa necessariamente pela presença de mais mulheres na política. Valorizar e incentivar lideranças femininas não é apenas uma questão de justiça, mas um passo essencial para construir um Brasil mais plural, equilibrado e preparado para enfrentar seus desafios.

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